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United Airlines define corte de vinho exclusivo em voo a 10,7 mil metros

Parceria com a Aperture Cellars resulta no Air and Vine, tinto que estreia na classe executiva Polaris em 2028.

Waesy
Gustavo Frank
•03 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
United Airlines define corte de vinho exclusivo em voo a 10,7 mil metros
Foto: Gustavo Frank

Prova em altitude

A United Airlines, em parceria com a vinícola californiana Aperture Cellars, definiu o corte do vinho Air and Vine durante um voo entre Nova York e São Francisco. O enólogo Jesse Katz levou amostras de cada componente para a cabine e provou nove versões a cerca de 10,7 mil metros de altitude até chegar à formulação final, segundo relato da revista britânica Decanter.

O tinto, da safra 2024, reúne 76% de Cabernet Sauvignon, 12% de Malbec, 6% de Merlot, 4% de Petit Verdot e 2% de Cabernet Franc. As uvas vêm do Farrow Ranch, em Geyserville, no condado de Sonoma. O vinho passou 24 meses em barricas, sendo 40% delas de carvalho francês novo, e terá estreia prevista para 2028 na Polaris, a classe executiva da companhia, em rotas internacionais selecionadas.

Impacto da pressão na percepção

Katz afirma que o ar seco da cabine abafa os aromas e a fruta do vinho, enquanto deixa a acidez, os taninos e a textura mais perceptíveis. Ao repetir a prova em terra, logo após o voo, o enólogo notou aromas mais abertos e fruta mais intensa. "Provar em altitude definiu diretamente as proporções do corte final", disse o especialista à Decanter.

Um estudo encomendado pela Lufthansa em 2010 ao Instituto Fraunhofer de Física da Construção, na Alemanha, testou a percepção sensorial em uma câmara de baixa pressão que abrigava a seção dianteira de um Airbus A310. Os testes indicaram que a percepção de sal e de açúcar cai até 30% nessas condições, enquanto aromas frutados e sabores ácidos se mantêm relativamente estáveis.

A umidade dentro do avião, que costuma ficar entre 10% e 20%, resseca as mucosas do nariz e prejudica o olfato, de acordo com a mesma pesquisa alemã. Uma pesquisa da Universidade Cornell acrescentou o barulho à equação ao mostrar que o ruído intenso reduz a percepção do doce e reforça a do umami.

O projeto integra uma parceria de três anos entre a vinícola e a companhia aérea, que prevê a chegada de um novo rótulo exclusivo da Aperture à Polaris a cada ano. Jesse Katz fundou a Aperture em 2009, com foco em variedades bordalesas de vinhedos de clima frio de Sonoma.

Fonte original: Gustavo FrankVer notícia na íntegra
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