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JUSTIÇA DO TRABALHO

Supermercado em MG é processado por R$ 150 mil após obrigar funcionários a usar camisa da Seleção

MPT-MG aponta assédio eleitoral e pede indenização por danos morais coletivos após recusa de acordo extrajudicial.

Waesy
Carolina Sott
•27 de outubro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada

Denúncia e investigação

Um supermercado localizado em Capinópolis, no Triângulo Mineiro, tornou-se alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG). A medida foi tomada após a empresa determinar que os funcionários trocassem o uniforme vermelho padrão por camisetas amarelas da Seleção Brasileira durante o primeiro turno das eleições de 2026. A denúncia foi registrada em 3 de outubro, véspera da votação, e confirmada por equipes da Polícia Militar e do Ministério Público Eleitoral que compareceram ao estabelecimento.

Acusação de assédio eleitoral

Segundo o MPT-MG, a prática configura assédio eleitoral e viola a liberdade política dos empregados. A Justiça do Trabalho identificou indícios de interferência nas escolhas dos trabalhadores e determinou medidas cautelares para impedir novas violações. A procuradora do Trabalho Amanda Fanini Gomes Alcântara propôs um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para regularizar a situação, mas a empresa recusou o acordo.

Pedido de indenização

Diante da recusa do supermercado em firmar o TAC e da proximidade do segundo turno, marcado para domingo (25), o órgão ministerial decidiu judicializar o caso. O MPT-MG pede R$ 150 mil em indenização por danos morais coletivos. O processo ainda está em andamento e não foi concluído.

Fonte original: Carolina SottVer notícia na íntegra
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