Supermercado em MG é processado por R$ 150 mil após obrigar funcionários a usar camisa da Seleção
MPT-MG aponta assédio eleitoral e pede indenização por danos morais coletivos após recusa de acordo extrajudicial.
Denúncia e investigação
Um supermercado localizado em Capinópolis, no Triângulo Mineiro, tornou-se alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG). A medida foi tomada após a empresa determinar que os funcionários trocassem o uniforme vermelho padrão por camisetas amarelas da Seleção Brasileira durante o primeiro turno das eleições de 2026. A denúncia foi registrada em 3 de outubro, véspera da votação, e confirmada por equipes da Polícia Militar e do Ministério Público Eleitoral que compareceram ao estabelecimento.
Acusação de assédio eleitoral
Segundo o MPT-MG, a prática configura assédio eleitoral e viola a liberdade política dos empregados. A Justiça do Trabalho identificou indícios de interferência nas escolhas dos trabalhadores e determinou medidas cautelares para impedir novas violações. A procuradora do Trabalho Amanda Fanini Gomes Alcântara propôs um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para regularizar a situação, mas a empresa recusou o acordo.
Pedido de indenização
Diante da recusa do supermercado em firmar o TAC e da proximidade do segundo turno, marcado para domingo (25), o órgão ministerial decidiu judicializar o caso. O MPT-MG pede R$ 150 mil em indenização por danos morais coletivos. O processo ainda está em andamento e não foi concluído.
Leia Também
:format(webp))
Lula obtém 90% dos votos válidos na Síria, maior percentual do 2º turno no exterior
:format(webp))
Multa por não votar no 2º turno de 2026 é de R$ 3,51
:format(webp))
Que horas o TSE vai anunciar o novo presidente? Veja previsão
:format(webp))

