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Seca histórica castiga Roraima, derruba produtividade da soja em 42% e ameaça encarecer próxima safra

A seca histórica em Roraima já provoca prejuízos ao agronegócio, com queda de 42% na produtividade da soja e dificuldades para escoar a produção. A redução do nível do Rio Branco comprometeu a logística de transporte no estado, enquanto a irregularidade das ch

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Gabriel Almeida
•26 de outubro de 2026•4 min de leitura•Fonte Verificada
Seca histórica castiga Roraima, derruba produtividade da soja em 42% e ameaça encarecer próxima safra
Foto: Gabriel Almeida

O presidente da Aprosoja Roraima, Murilo Ferrari, afirmou que a estiagem começou de forma precoce, entre o fim de junho e o início de julho, e desde então não houve chuvas expressivas suficientes para reverter o cenário.

Segundo Ferrari, a produção colhida registrou uma queda de 42% na produtividade em relação ao ano passado. Além das perdas nas lavouras, o baixo nível do Rio Branco impediu a operação de escoamento da soja pelo município de Caracaraí, utilizada para a exportação da produção.

A operação havia começado no ano passado, mas não pôde ser realizada neste ano devido às condições de navegação. O problema compromete a logística do setor e gera impactos para a empresa responsável pela exportação.

"É uma seca histórica. Nós nunca vivenciamos essa seca tão precoce, que se configurou já no final de junho, começo de julho, e até o momento não tivemos mais chuvas expressivas", afirmou o presidente da Aprosoja-RR.

Os efeitos da estiagem também começam a atingir o transporte de combustíveis. Conforme Ferrari, as dificuldades de navegação na região amazônica já interferem na chegada de embarcações a Manaus, no Amazonas. Parte da logística passou a ser realizada por Itacoatiara, também no estado, o que contribuiu para o aumento dos preços do diesel.

A situação acende um alerta para os produtores rurais, que devem iniciar em maio o planejamento das compras de insumos para o próximo plantio. Fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes podem ficar mais caros caso a seca persista e continue pressionando o transporte fluvial e o valor dos fretes.

O período entre dezembro e fevereiro costuma ser marcado pelo retorno das chuvas na região amazônica e pela elevação natural do nível dos rios. No entanto, a irregularidade climática mantém a incerteza sobre a recuperação das condições de navegação.

Fonte original: Gabriel AlmeidaVer notícia na íntegra
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