Se não corrigir o fiscal, Lula 4 vai pressionar a infraestrutura
Os negócios de infraestrutura tiveram investimentos recordes e uma intensa agenda de leilões no Lula 3.

Mas como diz o disclaimer , desempenho passado não garante resultados futuros.
Para representantes de empresas, bancos e gestoras, o quarto mandato do Presidente começará com desafios maiores porque as incertezas sobre a condução da política fiscal devem dificultar a redução das taxas de juros, uma variável chave para o segmento.
"A agenda de infra já deixou de ser uma coisa de Governo e virou de Estado. Os leilões e o pipeline de projetos vão continuar. Mas a maior preocupação do nosso lado é com as questões macro: a viabilidade do fiscal e como ficam os juros. Porque é um setor que tem que se endividar para fazer o capex,” Ronei Glanzman, o CEO da MoveInfra, que reúne grupos como Motiva, EcoRodovias e Rumo, disse ao Brazil Journal .
Após a aceleração dos gastos às vésperas das eleições que ajudou a garantir a vitória de Lula, ainda paira no ar o temor de que, para fechar as contas, o Governo possa propor o fim da isenção de imposto de renda para as debêntures que financiam projetos de infraestrutura.
Em 2025, as debêntures incentivadas captaram um recorde de R$ 178 bilhões para empreendimentos de energia, rodovias, saneamento e outras indústrias.
"A equipe do ministro (da Fazenda) Dario Durigan já sinalizou que quer mexer nisso, e são esses títulos que vêm financiando toda a cadeia,” disse Ronei.
Agentes do setor receiam que, após não conseguir extinguir os incentivos de IR por medida provisória no passado, o Governo possa escolher um caminho de aumentar o IOF das debêntures por decreto.
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