Santa Catarina confirma terceiro foco de doença de Newcastle em granja de perus
Ministério da Agricultura orienta que consumo de produtos com inspeção oficial segue seguro, enquanto SVO intensifica vigilância epidemiológica no Oeste do estado.

Confirmação do terceiro foco
O governo de Santa Catarina confirmou o terceiro foco de doença de Newcastle no estado, localizado em uma propriedade com criação comercial de perus de corte em Coronel Freitas. A identificação ocorreu em 24 de outubro, conforme divulgado pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO), que iniciou imediatamente procedimentos de contenção, incluindo investigação epidemiológica e intensificação da vigilância na região.
Medidas sanitárias e impacto na granja
A granja afetada em Coronel Freitas abrigava 36,8 mil perus. Após a identificação do foco, a área de vigilância foi ampliada em 2,5 quilômetros na direção nordeste, abrangendo 145 propriedades no levantamento, das quais oito são estabelecimentos comerciais. De acordo com atualização divulgada na segunda-feira (26), o despovoamento sanitário foi concluído, mas os procedimentos de limpeza e desinfecção ainda estavam em andamento.
Situação nos demais focos
O primeiro foco foi confirmado em Nova Itaberaba, em outubro, com a confirmação oficial ocorrida na segunda-feira (19). As equipes concluíram as medidas sanitárias no local, incluindo a limpeza e a desinfecção das instalações. A propriedade encontra-se em vazio sanitário, período em que permanece sem aves após os procedimentos de controle.
Identificação em aves silvestres
Além dos focos registrados em granjas, o vírus da doença de Newcastle foi identificado em pombos no município de Marema, no Oeste de Santa Catarina. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), os animais apresentavam sinais da doença, e a presença do patógeno foi confirmada por exames laboratoriais.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ressalta que o consumo de carne de aves e ovos com inspeção sanitária oficial continua seguro e não apresenta contraindicações para a população. A orientação visa garantir a segurança alimentar enquanto as ações de controle sanitário são executadas nas áreas afetadas.
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