Redata perde impulso: projeções de data centers no Brasil caem de 21 para 7 GW até 2035
A falta de regulamentação detalhada e dúvidas sobre critérios de energia de baixa emissão levaram a consultoria Rystad Energy a reduzir suas estimativas, sinalizando risco ao setor

Expectativa e atraso regulatório
A aprovação do regime especial de tributação (Redata) gerou expectativa de investimentos em data centers, mas a ausência de decreto que detalhe os critérios de enquadramento tem atrasado projetos, segundo o Brazil Journal.
Revisão das projeções
A consultoria Rystad Energy reduziu sua projeção de capacidade instalada de data centers no país de 21 gigawatts para 7 gigawatts até 2035, citando a falta de clareza sobre os requisitos de energia renovável ou de baixa emissão para o benefício fiscal.
Debate sobre fontes de energia
O governo inicialmente exigia 100% de energia renovável; no Congresso, a redação foi alterada para incluir fontes de baixa emissão, enquanto o Ministério de Minas e Energia defende a inclusão de instalações a gás, e o Ministério da Fazenda pede limitações ou compensações, conforme relatos ao Brazil Journal.
Incertezas operacionais
Marina Domingues, vice‑presidente de Novas Energias da Rystad, apontou que ainda não há decisão executiva sobre a qualificação do gás natural como energia de baixa emissão, além de questões sobre métricas de eficiência, conteúdo local e compliance, aumentando a incerteza para investidores.
Riscos de infraestrutura
A empresa também destacou a competição por capacidade na rede elétrica e a disponibilidade limitada de energia firme como fatores que podem restringir o desenvolvimento de novos data centers, reduzindo a estimativa ponderada para 6,7 GW.
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