Queda na Bolsa de Chicago pressiona soja no Brasil, mas dólar forte limita recuo
Cotações locais mantêm patamar elevado com moeda norte-americana a R$ 5,48, enquanto comercialização segue lenta entre produtores.

Mercado interno
Os preços da soja no mercado brasileiro recuaram nesta terça-feira (3), influenciados pelas quedas acumuladas na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações locais apresentaram leves ajustes negativos, mas permaneceram firmes devido à valorização do dólar. Os prêmios de exportação não sofreram alterações no período.
Comercialização
Apesar de considerar os preços atuais oportunos, Silveira aponta que a comercialização segue limitada, sem registros de movimentos firmes por parte dos produtores. O analista observa que os agricultores continuam relativamente afastados das negociações, mantendo a oferta restrita no mercado físico.
Cenário em Chicago
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja estenderam o movimento negativo iniciado na segunda-feira. O desempenho das cotações acompanhou a trajetória do petróleo e o quadro fundamental do mercado. O contrato com entrega em janeiro fechou com baixa de 2,75 centavos de dólar (0,22%), a US$ 12,14 por bushel. A posição março recuou 5,75 centavos (0,46%), cotada a US$ 12,20 3/4 por bushel.
Dados do USDA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na segunda-feira o relatório de progresso da colheita. Até 1º de novembro, a área colhida de soja nos EUA atingiu 88%, acima da média de cinco anos, que é de 84%. Na semana anterior, o índice estava em 79%. A incerteza quanto ao resultado das eleições legislativas de meio de mandato, realizadas nesta terça-feira, também contribuiu para a volatilidade das cotações internacionais.
Subprodutos e câmbio
Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou em baixa de US$ 1,60 (0,50%), a US$ 318,00 por tonelada. O óleo de soja, na mesma posição, subiu 0,20 centavo (0,30%), a 65,28 centavos de dólar. No Brasil, o dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,70%, negociado a R$ 5,4862 para venda e R$ 5,4842 para compra, com oscilação intradiária entre R$ 5,4687 e R$ 5,5152.
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