Proibição das apostas afeta finanças dos esports no Brasil
A medida provisória que elimina casas de apostas reduz receita de patrocínio e pressiona clubes de jogos competitivos

O governo federal publicou, em 4 de novembro de 2026, uma medida provisória que proíbe a operação de casas de apostas no Brasil; a decisão afeta diretamente as organizações de esports, que dependiam de patrocínios desse setor para financiar suas atividades, e entra em vigor a partir de 15 de novembro, conforme o texto da MP.
Dependência de patrocínio
Segundo a Confederação Brasileira de Esportes Eletrônicos (CBEE), aproximadamente 20% da receita total das equipes de esports era proveniente de contratos com empresas de apostas, um percentual que se tornou crítico após a restrição ao mercado de jogos de azar.
Impacto imediato
A Associação Brasileira de Esports (ABES) informou que a proibição gerou uma queda abrupta de liquidez nas principais organizações, obrigando-as a renegociar contratos e buscar novos parceiros comerciais para cobrir despesas operacionais.
Perspectivas de adaptação
O Ministério da Economia indicou que o setor poderá contar com linhas de crédito específicas para empresas de tecnologia e entretenimento, enquanto analistas apontam que as equipes tendem a ampliar acordos de transmissão e merchandising para reduzir a dependência de um único segmento de patrocínio.

