Presidente do Banco Central do Paraguai renuncia após crise no Ueno Bank
Queda no índice de solvência da instituição e investigações criminais contra oito executivos pressionam o governo de Santiago Peña
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Carlos Carvallo renunciou ao cargo de presidente do Banco Central do Paraguai nesta terça-feira (3), em meio a uma crise financeira que atinge o Ueno Bank, instituição com cerca de 3 milhões de clientes no país. A saída do executivo ocorre após a queda do índice de solvência do banco para menos da metade do mínimo exigido, conforme dados apurados após ajustes em seus balanços.
Investigação criminal
O Ministério Público do Paraguai solicitou a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno Bank. Paralelamente, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro nacional, segundo informações divulgadas pelas autoridades regulatórias.
Fiscalização e vínculos políticos
Nos últimos meses, o banco digital, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrentava maior fiscalização por suspeitas de ter financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava a operação. O caso gerou desgaste para o governo do presidente Santiago Peña, que foi sócio do grupo controlador do Ueno até março de 2025, e ameaça a reputação do país como destino para capital estrangeiro, grande parte proveniente do Brasil.
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