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Preço da arroba do boi fecha semana em alta e frigoríficos resistem a novos reajustes

Oferta restrita mantém valores firmes no Norte, enquanto mercado atacadista limita reajustes à dianteira bovina devido à concorrência do frango.

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Victor Faverin, Safras News
•29 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Preço da arroba do boi fecha semana em alta e frigoríficos resistem a novos reajustes
Foto: Victor Faverin, Safras News

Dinâmica de preços

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços em alta no Brasil, reflexo da cautela dos pecuaristas em liberar maiores volumes de oferta para os frigoríficos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a valorização perdeu tração em São Paulo, onde as referências se acomodaram diante da resistência das indústrias em aceitar patamares mais elevados. Na Região Norte, contudo, a alta permanece mais intensa, impulsionada pela oferta restrita e pela necessidade de recomposição das programações de abate.

Escalas de abate

As escalas de abate seguem concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte do país. Iglesias aponta que a dificuldade para alongar as programações indica que o mercado permanece vulnerável a novos episódios de alta, inclusive no mercado paulista, onde a acomodação recente pode ser temporária.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, os espaços para reajustes foram menores nos últimos dias, limitados principalmente aos cortes do dianteiro bovino. Essa limitação ocorre devido ao menor apelo ao consumo característico da segunda quinzena do mês e à redução dos efeitos associados à entrada dos salários na economia. Para o curto prazo, o cenário deve persistir, uma vez que a carne bovina enfrenta forte concorrência de proteínas substitutas, especialmente a carne de frango, que possui ampla vantagem de preço e tende a ocupar maior espaço nas decisões de compra dos consumidores.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 671,457 milhões em outubro até o momento, com base em 11 dias úteis, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária foi de US$ 61,041 milhões. A quantidade total exportada chegou a 107,835 mil toneladas, com média diária de 9,803 mil toneladas, e o preço médio da tonelada ficou em US$ 6.226,70.

Fonte original: Victor Faverin, Safras NewsVer notícia na íntegra
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