Portos de Itajaí e Navegantes articulam plano de contingência para desvio de cargas
Iniciativa visa transferir mercadorias para outros terminais catarinenses, como Imbituba e Itapoá, para evitar prejuízos ao comércio exterior em caso de interrupção das operações por eventos climáticos extremos.
Entidades empresariais e órgãos federais de Santa Catarina iniciaram a estruturação de um plano de contingência para os portos de Itajaí e Navegantes. A medida visa prevenir prejuízos ao comércio exterior, permitindo a transferência de cargas para outros terminais catarinenses, como Imbituba e Itapoá, caso eventos climáticos extremos provocados pelo El Niño impeçam o funcionamento das operações no Litoral Norte.
Articulação para contingência
A iniciativa é conduzida pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), por meio do Fórum de Infraestrutura e do Conselho de Comércio Exterior e Negócios Internacionais (CONCENI). O objetivo é coordenar uma resposta conjunta entre Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), autoridades portuárias e operadores de terminais.
A proposta ganhou força após uma reunião realizada na terça-feira (3), que encaminhou a criação de um grupo de trabalho. Este grupo será responsável por mapear a capacidade de atendimento dos órgãos federais e definir procedimentos para situações de emergência, com foco nos portos de Imbituba e Itapoá como alternativas para o recebimento de cargas.
Precedente e preocupação
A preocupação atual tem como referência a crise registrada em 2023, quando o fechamento do canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes resultou em atrasos nas operações e custos adicionais para importadores e exportadores. A intenção é evitar dificuldades de comunicação e agilizar decisões caso um novo episódio climático comprometa a movimentação de mercadorias.
Desafios da transferência
O eventual deslocamento de mercadorias não depende apenas de espaço disponível nos terminais alternativos. A operação exige fiscais para a liberação dos produtos, procedimentos aduaneiros específicos e condições adequadas de armazenagem, especialmente para cargas refrigeradas e congeladas. Segundo Lito Guimarães, diretor setorial da FACISC, o primeiro passo é identificar a capacidade real de atendimento de cada instituição e as possibilidades de reforço nas unidades que poderiam receber cargas desviadas.
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