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Polícia Técnico-Científica de SP adota reconstrução facial 3D para identificar vítimas

Método desenvolvido por perito utiliza fotogrametria e modelagem manual no Blender para recriar rostos a partir de crânios, sem uso de inteligência artificial.

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Igor Almenara Carneiro
•03 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Polícia Técnico-Científica de SP adota reconstrução facial 3D para identificar vítimas
Foto: Igor Almenara Carneiro

Método de identificação

O desenhista técnico-pericial Bruno Robles Paschoal, da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, desenvolveu um método de reconstrução facial forense utilizando modelos tridimensionais. A técnica permite recriar digitalmente uma aproximação do rosto de pessoas mortas a partir da estrutura óssea, oferecendo uma alternativa quando os métodos tradicionais de identificação falham.

Processo técnico

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o processo inicia no Instituto Médico-Legal (IML) com a preparação do crânio e a retirada de tecidos remanescentes. O material passa por fotogrametria, etapa que extrai medidas e dimensões por meio de fotografias de diferentes ângulos, gerando um modelo tridimensional detalhado da estrutura óssea.

Com o modelo digital, o perito realiza medições anatômicas e cruza os dados com referências científicas sobre a espessura dos tecidos faciais, considerando o perfil biológico estimado. As informações são utilizadas para reconstruir a estrutura facial no software Blender, onde os volumes da face são recompostos manualmente até atingir uma aproximação das características fisionômicas.

Origem e aplicação

A iniciativa surgiu em 2020, durante um trabalho em Jales, no interior de São Paulo, diante de uma ossada sem identificação. Paschoal aprofundou estudos sobre medidas anatômicas e modelagem 3D, aproveitando sua familiaridade com animações no Blender para desenvolver a metodologia.

Anos depois, a técnica foi aplicada em uma investigação em São José do Rio Preto, onde partes do corpo de uma mulher foram encontradas em locais distintos. O crânio estava em avançado estado de decomposição, impedindo o reconhecimento visual, e não havia mãos disponíveis para a coleta de impressões digitais. A reconstrução digital permitiu avançar na identificação do caso.

Fonte original: Igor Almenara CarneiroVer notícia na íntegra
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