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JUSTIÇA

Piloto de balão é denunciado por morte de oito pessoas em Praia Grande-SC

Ministério Público aponta falhas no equipamento e demora na manobra de pouso forçado como causas do incêndio que matou oito e feriu 12.

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Rodrigo Santanna
•31 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Piloto de balão é denunciado por morte de oito pessoas em Praia Grande-SC
Foto: Rodrigo Santanna

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o piloto de um balão que resultou na morte de oito pessoas em Praia Grande, no litoral norte do estado. Segundo a apuração, após o cesto tocar o solo durante uma tentativa de pouso forçado, o piloto abandonou o equipamento e soltou a fita de controle. Com o balão ainda em chamas, o equipamento voltou a subir rapidamente, matando quatro ocupantes que saltaram na tentativa de escapar e outros quatro que morreram carbonizados.

Falhas no equipamento

A investigação apontou que o incêndio teve início após o acionamento acidental de um maçarico mantido no cesto. De acordo com o MPSC, o dispositivo era diferente do acendedor auxiliar fornecido pelo fabricante e estava conectado a um frasco de gás MAPP, que produz chama de alta temperatura. O equipamento não possuía trava de segurança e a válvula reguladora de gás estava aberta em aproximadamente três quartos de volta, sem que o piloto tivesse verificado adequadamente as condições antes da decolagem.

Dinâmica do acidente

Durante o voo, uma mala de bordo caiu e se alojou no cesto, provocando o impacto que acionou o botão de centelha do maçarico. A chama atingiu a proteção de um dos cilindros de propano, iniciando o incêndio. Para a Promotoria, a presença do equipamento inadequado e a falta de conferência das condições de segurança contribuíram para a ocorrência. A denúncia também destaca que o piloto demorou a iniciar a manobra de pouso forçado e não fechou todas as válvulas e linhas dos cilindros após o início das chamas, o que teria acelerado a propagação do fogo.

Pedidos da denúncia

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pede que o piloto, que era sócio-administrador da empresa contratada para o passeio, seja condenado a pagar indenização por danos morais às 12 pessoas que sobreviveram e aos familiares das oito vítimas fatais. A conduta de abandonar o cesto e soltar a fita de controle é apontada como fator que aumentou o risco para os ocupantes que ainda tentavam escapar das chamas.

Fonte original: Rodrigo SantannaVer notícia na íntegra
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