PF indiciou Daniel Vorcaro e 14 pessoas por fraudes de R$ 2,7 bilhões no BRB
Relatório da Operação Compliance Zero aponta gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro; caso segue no STF com pedido de prorrogação de 60 dias.

Indiciamento e acusações
A Polícia Federal (PF) indiciou o banqueiro Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As acusações estão relacionadas a operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), conforme detalhado no relatório da Operação Compliance Zero.
Prejuízos e mecanismos
Segundo os investigadores, as perdas já apuradas e formalizadas somam aproximadamente R$ 2,7 bilhões. A PF afirma que parte dos prejuízos decorre de carteiras de crédito inexistentes, registradas em nome da empresa Tirreno, descrita no inquérito como uma empresa de fachada utilizada para operar transações entre as instituições financeiras.
Papel de Vorcaro
No relatório de indiciamento, a corporação afirma que Vorcaro, na condição de controlador do Banco Master, ocupava posição central nas operações investigadas. Os agentes apontam que ele seria o principal beneficiário financeiro dos negócios realizados para obter recursos para a instituição.
Situação processual
Daniel Vorcaro foi preso em março deste ano e permanece custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. Após concluir esta etapa da investigação, a PF encaminhou o relatório de indiciamentos à Procuradoria-Geral da República (PGR) e solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação do prazo por mais 60 dias para continuidade das apurações.
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