Pesquisadora critica Anvisa por restrição à polilaminina; agência rebate acusações
Tatiana Sampaio, responsável pelos estudos, alegou que a agência age com frieza e oculta resultados, enquanto a Anvisa defende a segurança e a falta de dados confiáveis sobre a substância.
A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelos estudos com a polilaminina, criticou a diretora da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Daniela Marreco, em um vídeo que circula nas redes sociais. Na gravação, Sampaio acusou a dirigente de agir com frieza e de retirar dos pacientes com lesões na medula espinhal "o direito de ter uma esperança" ao restringir o acesso à substância experimental.
Tatiana Sampaio também questionou a demora de três anos para a autorização do estudo clínico e alegou que a diretora estaria ocultando resultados das aplicações da polilaminina.
Em nota oficial, a Anvisa rebateu as declarações da pesquisadora, contestou as acusações e afirmou que ainda não existem dados confiáveis sobre a segurança do produto. A agência também repudiou ataques pessoais contra servidores e integrantes de sua diretoria.
Segundo a Anvisa, um dos principais pontos é que o estudo clínico de fase 1 da polilaminina, autorizado em janeiro de 2026, ainda não foi iniciado pelo laboratório Cristália, responsável pelo desenvolvimento do produto. A agência informou que o início dos testes depende da empresa, que recebeu a autorização há aproximadamente dez meses.
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