Pesquisa aponta lacunas em diversidade e avaliação em conselhos de administração no Brasil
Estudo do Evermonte Institute revela que 27% dos órgãos de governança não possuem mulheres e 39% não utilizam mecanismos formais de avaliação de desempenho.
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O estudo Board Trends Brazil, conduzido pelo Evermonte Institute, identificou desafios estruturais na governança corporativa brasileira ao ouvir 133 conselheiros. A pesquisa destaca que a gestão de riscos, a sucessão e a transformação digital figuram entre as principais preocupações dos órgãos de administração, exigindo uma combinação de diversidade, avaliação rigorosa e inovação para a tomada de decisões estratégicas.
Dados sobre composição e avaliação
Segundo os dados apurados pelo Evermonte Institute, 27% dos conselhos entrevistados não possuem mulheres em sua composição. Além disso, 39% dos órgãos não utilizam mecanismos formais de avaliação de desempenho. A remuneração também foi apontada como um ponto de atenção, sendo predominantemente fixa e desvinculada do desempenho individual ou coletivo.
Necessidade de renovação de competências
Claudia Elisa, citada na matéria, defende a renovação de competências e o aprendizado constante como ferramentas essenciais para melhorar a qualidade das decisões estratégicas. A especialista argumenta que os conselhos empresariais não devem existir apenas para confirmar o passado, mas para ajudar a organização a enxergar o que ainda não está claro e questionar certezas diante de um futuro incerto.
A responsabilidade dos conselheiros tem crescido com a necessidade das empresas de lidar simultaneamente com mudanças tecnológicas, novos riscos, pressão por resultados sustentáveis e a transformação de modelos de negócio. Nesse contexto, a reunião regular e o acompanhamento de indicadores não são suficientes; é necessária uma composição, repertório e dinâmica compatíveis com os desafios enfrentados pela organização.
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