Nunes Marques dá 24 horas para Meta analisar o canal 'Exército do Lula' no WhatsApp
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 16h58 .
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A medida atende a um pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que questiona o cumprimento, pela empresa, das medidas previstas no plano de conformidade firmado com a Justiça Eleitoral para proteger a integridade do processo eleitoral.
Nunes Marques solicitou que a Meta investigue a possível existência de comportamento coordenado irregular, incluindo sincronização de atividades, replicação sistemática de mensagens e articulação entre contas, canais e plataformas.
A campanha de Flávio acusa o grupo de tentar influenciar os resultados de buscas no Google. Segundo a alegação, os participantes seriam orientados a pesquisar termos específicos e a publicar hashtags na rede social X (antigo Twitter).
O relatório deverá detalhas os padrões de engajamento, alcance e compartilhhamento das publicações, além de identificar eventuais anomalias estatísticas e mecanismos que possam aumentar artificialmente a visibilidade dos conteúdos.
Além disso, o TSE determinou que o Google informe se identificou amplificação coordenada dos termos e hashtags citados entre 18 e 20 de outubro de 2026, inclusive em buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento.
Nos dias seguintes, o ministro condicionou a retomada do canal à comunicação de seu endereço à Justiça Eleitoral e, em 14 de outubro, determinou o restabelecimento da página, medida cumprida pela plataforma.
Em decisão de 22 de outubro, Nunes Marques reconheceu a perda de objeto do procedimento administrativo original e determinou seu encerramento sem resolução do mérito. O ministro considerou que o canal havia sido restabelecido, que a empresa prestara as informações solicitadas e que a análise do cumprimento do plano de conformidade já era acompanhada em outro processo no tribunal.
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