Ministro dos Transportes da Espanha recusa renúncia após acidente ferroviário que mata 69
Com 69 mortos, o acidente ferroviário mais mortal desde 2013 intensifica a pressão sobre o ministro dos Transportes, enquanto o país se prepara para eleições em novembro.
Rejeição da renúncia
O ministro dos Transportes da Espanha, Oscar Puente, rejeitou nesta sexta‑feira (30) os pedidos de renúncia após a colisão de trens que matou 69 pessoas na quarta‑feira (28) entre Los Yébenes e Urda, na província de Toledo.
O acidente, que envolveu dois trens de alta velocidade, deixou 179 feridos, segundo a reportagem da ndmais.com.br, e é considerado o mais letal desde 2013.
Reação política
Parlamentares de diversos partidos e sindicatos de trabalhadores ferroviários exigiram a demissão de Puente, enquanto o ministro atribuiu a causa do desastre a falhas dos operadores da central de controle, conforme declarado em entrevista à imprensa.
Incidente anterior
Em janeiro deste ano, outra colisão na mesma linha ferroviária resultou em 46 mortes, reforçando o debate sobre a segurança da rede de alta velocidade espanhola, a maior da Europa, segundo o Ministério dos Transportes.
O debate ocorre enquanto o governo de Pedro Sánchez convoca eleições para 29 de novembro, aumentando a tensão política em torno da gestão da infraestrutura de transportes.
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