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Microsoft abre programa de saída voluntária para 60 mil funcionários

Corte de 27% da força de trabalho visa realocar recursos para inteligência artificial, com elegibilidade em quatro países e prazo até dezembro.

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Marcelo Fischer
•01 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Microsoft abre programa de saída voluntária para 60 mil funcionários
Foto: Marcelo Fischer

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (26) um programa de saída voluntária para cerca de 60 mil funcionários, o que representa 27% dos 223 mil empregados registrados em junho. Segundo a Reuters, a iniciativa tem como objetivo conter custos enquanto a empresa amplia os investimentos em inteligência artificial (IA). O número divulgado corresponde aos profissionais elegíveis à oferta, mas a companhia ainda não divulgou uma projeção de quantos aceitarão deixar seus cargos.

Abrangência geográfica e hierárquica

O programa contempla equipes selecionadas nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Índia. O Brasil não aparece na lista divulgada pela Microsoft. A elegibilidade alcança o nível 70 da hierarquia interna, que inclui alguns cargos de vice-presidente. Os pacotes seguem as condições habituais de desligamento, com pagamentos conforme cargo e tempo de serviço, além da continuidade temporária de benefícios. Segundo o GeekWire, os elegíveis têm até a primeira semana de dezembro para decidir.

Justificativa corporativa

No comunicado oficial, Amy Coleman, responsável por recursos humanos, apresentou a oferta como uma forma de adaptar as equipes às necessidades dos negócios. Ao GeekWire, a empresa afirmou que demissões continuarão entre suas opções, conforme as condições de cada área.

Histórico de reduções

As reduções atingem diferentes negócios há anos. Em janeiro de 2023, a Microsoft anunciou a eliminação de 10 mil vagas, menos de 5% do quadro da época. Em 2024, foram anunciados cortes de 1,9 mil postos na divisão de jogos em janeiro e outros 650 em setembro, durante a integração da Activision Blizzard. Também houve dispensas nas equipes de nuvem Azure e do dispositivo de realidade aumentada HoloLens.

A sequência se intensificou em 2025: aproximadamente 6 mil demissões em maio, outras 305 em Redmond, nos EUA, em junho, e cerca de 9 mil em julho. As dispensas ultrapassaram 15 mil naquele ano. Entre as justificativas apresentadas estavam a redução de camadas de gestão e a simplificação de funções.

Fonte original: Marcelo FischerVer notícia na íntegra
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