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Meta planeja captar US$ 95 bilhões para financiar expansão de infraestrutura de IA

Oferta de ações visa cobrir gastos de capital que saltaram para US$ 135 bilhões em 2026, pressionando o fluxo de caixa da empresa.

Waesy
Valdir Antonelli
•30 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Meta planeja captar US$ 95 bilhões para financiar expansão de infraestrutura de IA
Foto: Valdir Antonelli

A Meta anunciou a intenção de captar até US$ 95 bilhões (aproximadamente R$ 475 bilhões) por meio da emissão de ações ordinárias e preferenciais conversíveis. O objetivo é financiar a ampliação da infraestrutura de inteligência artificial, com foco em data centers e capacidade de computação em nuvem. A operação inclui também um segundo programa de vendas, condicionado ao início das negociações de novas ações Classe C, sem direito a voto, previsto para o primeiro trimestre de 2027.

Interesse de fornecedores estratégicos

Segundo a apuração, Nvidia, AMD e Broadcom demonstraram interesse em adquirir até US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões) em ações ordinárias Classe A da Meta incluídas na oferta. A movimentação ocorre em um contexto de intensificação da competição no setor de IA, onde a Meta busca manter paridade com concorrentes como OpenAI e Anthropic.

Revisão de gastos e compromissos futuros

A captação de recursos acompanha o aumento dos investimentos da companhia. Na semana passada, a Meta elevou o limite mínimo de sua previsão de despesas de capital para 2026, de US$ 130 bilhões para US$ 135 bilhões, mantendo o teto em US$ 145 bilhões. Além disso, a empresa assumiu compromissos de gastos futuros de aproximadamente US$ 825 bilhões (R$ 4,125 trilhões), impulsionados principalmente por investimentos em infraestrutura de IA e data centers.

Impacto no fluxo de caixa

O aumento dos investimentos já impactou os resultados financeiros recentes. No terceiro trimestre, a Meta registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,12 bilhões (R$ 10,6 bilhões), o primeiro resultado negativo nesse indicador em mais de dez anos. No mesmo período do ano anterior, a empresa havia registrado fluxo positivo de US$ 10,63 bilhões (R$ 53,15 bilhões).

Posição de caixa e receita

Em 30 de setembro, a companhia possuía US$ 82,45 bilhões (R$ 412,25 bilhões) em caixa, equivalentes de caixa e títulos negociáveis, valor ligeiramente superior aos US$ 80,92 bilhões (R$ 404,6 bilhões) em dívida de longo prazo. Apesar da pressão sobre o caixa, a receita do terceiro trimestre superou as expectativas dos analistas, com faturamento de US$ 64,60 bilhões (R$ 323 bilhões), acima da projeção de US$ 63,37 bilhões (R$ 316,85 bilhões).

Fonte original: Valdir AntonelliVer notícia na íntegra
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