Medição de hélio primordial atinge precisão recorde e testa teorias do Big Bang
Estudo publicado na The Astrophysical Journal reduz margem de erro em 0,5% e oferece novos dados sobre as condições físicas do Universo há 13,8 bilhões de anos.
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Cientistas conseguiram medir com precisão inédita a quantidade de hélio formada nos primeiros cinco minutos após o Big Bang, período em que surgiram alguns dos primeiros elementos químicos do Universo. As descobertas foram apresentadas em cinco artigos publicados na revista científica The Astrophysical Journal e oferecem novos dados para investigar as condições físicas do Universo há aproximadamente 13,8 bilhões de anos.
Precisão na medição
O resultado foi obtido por uma equipe internacional que inclui pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. A medição apresentou uma margem de incerteza de apenas 0,5%, três vezes menor que a das estimativas anteriores, segundo os autores do estudo.
Origem dos elementos
Segundo a teoria do Big Bang, o Universo começou a se expandir a partir de um estado extremamente quente e denso há cerca de 13,8 bilhões de anos. Nos primeiros minutos dessa expansão, as condições permitiram a formação de núcleos de elementos leves, principalmente hidrogênio e hélio.
A quantidade desses elementos preserva informações sobre a temperatura, a densidade e as partículas presentes naquele período. Por isso, medir a abundância original de hélio é uma das formas de testar os modelos científicos que descrevem o início do Universo.
Além da composição química primordial, a expansão das galáxias e a radiação cósmica de fundo em micro-ondas estão entre as principais evidências que sustentam a teoria, de acordo com os artigos publicados.
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