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Margem da WEG é pressionada por tarifas de importação e custos de frete

A multinacional de Jaraguá do Sul registrou crescimento de receita, mas a rentabilidade foi afetada por fatores externos e instabilidade geopolítica.

Waesy
ndmais.com.br
•26 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada

A WEG, multinacional com sede em Jaraguá do Sul, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com receita operacional líquida de R$ 10,9 bilhões, um aumento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2025, mas registrou uma pressão em sua rentabilidade devido a tarifas de importação, custos de frete e preços de matérias-primas.

O Ebitda da empresa cresceu 3,1%, atingindo R$ 2,3 bilhões, um ritmo inferior ao da receita, resultando em uma margem de 21,6%. Segundo dados da companhia, o custo dos produtos vendidos aumentou R$ 667,4 milhões, superando o acréscimo de R$ 589,3 milhões nas vendas.

Durante teleconferência com analistas na quinta-feira (22), o diretor administrativo-financeiro André Rodrigues afirmou que as tarifas tiveram um impacto maior no terceiro trimestre do que no segundo, e que a situação não deve melhorar no curto prazo. "Todos esses ofensores que a gente enfrentou no terceiro trimestre. Eles vão continuar", declarou Rodrigues.

Rodrigues associou o aumento do frete à instabilidade geopolítica e à necessidade de novas rotas para o transporte de insumos e produtos. No entanto, ele destacou que a WEG possui contratos de longo prazo com transportadoras, o que ajuda a "mitigar um pouco esse cenário adverso", conforme suas palavras.

A empresa também busca o reembolso de tarifas pagas sobre exportações aos Estados Unidos, um valor que deve ser devolvido em parcelas. "Nós estamos buscando o reembolso, tomando todas as medidas necessárias junto às autoridades. O processo está em andamento", informou Rodrigues, acrescentando que o montante recebido no trimestre foi imaterial e não há prazo para conclusão.

Apesar da pressão sobre a margem, a WEG aumentou seus investimentos. O Capex totalizou R$ 905,4 milhões, representando um crescimento de 34,6% em comparação ao terceiro trimestre de 2025. Desse montante, 60% foram aplicados em operações no exterior, incluindo a construção da fábrica de Rugao, na China.

Fonte original: ndmais.com.brVer notícia na íntegra
#WEG#Resultados Financeiros#Tarifas de Importação#Custos de Frete
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