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Mais de 400 aplicativos disfarçados escondem geradores de deepfake na App Store e na Play Store

Uma rede com mais de 400 aplicativos e sites que oferecem ferramentas para criar imagens falsas de pessoas nuas foi identificada nas lojas oficiais da Apple e do Google. Segundo uma investigação publicada pela revista Wired , nesta terça-feira, 3, os programas

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Alice Labate
•07 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Mais de 400 aplicativos disfarçados escondem geradores de deepfake na App Store e na Play Store
Foto: Alice Labate

Os aplicativos, encontrados na App Store e na Google Play Store, simulam ferramentas como editores de fotografias de animais de estimação, plataformas de ensino de idiomas e programas de treinamento físico. Inicialmente, apresentam interfaces convencionais, sem indicar que oferecem recursos para produzir conteúdo pornográfico. A mudança ocorre nos bastidores: os programas enviam informações a um servidor externo, que determina se o usuário terá acesso à interface com as funcionalidades de deepfake.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pela descoberta, não existe um critério definitivo para identificar quais usuários recebem a versão aparentemente segura e quais têm acesso aos recursos explícitos.

A investigação identificou ligações entre os aplicativos e desenvolvedores chineses, além da empresa KeLing Technology Limited, sediada em Hong Kong. Após ser procurada pelos investigadores, a companhia teria apagado referências que a relacionavam aos programas. O levantamento também aponta que o problema não é isolado: no início de 2026, cerca de 38 aplicativos desse tipo já haviam sido encontrados nas lojas da Apple e do Google, somando 483 milhões de downloads e US$ 122 milhões em receita.

Tanto a Apple quanto o Google já retiraram um número considerável de aplicativos identificados na investigação. O Google, procurado para comentar o caso, ainda não havia apresentado um posicionamento até a publicação do relato.

A permanência e o reaparecimento desses programas, porém, expõem as limitações dos mecanismos de fiscalização das lojas digitais, que precisam acompanhar não apenas o conteúdo disponível no momento da aprovação, mas também as mudanças realizadas pelos desenvolvedores depois que os aplicativos chegam aos usuários.

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Fonte original: Alice LabateVer notícia na íntegra
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