Lula e Flávio trocam acusações sobre Amazônia, saneamento e gestão pública
23/10/2026 22h38 • Atualizado há 4 dias

A primeira discussão foi sobre infraestrutura e exportações. Flávio questionou Lula sobre obras inacabadas e como pretende dar continuidade aos projetos. O presidente respondeu que o país nunca investiu tanto no setor e citou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de obras como a Transnordestina, a transposição do Rio São Francisco, o túnel de Santos e as intervenções na Serra das Araras.
Flávio prometeu concluir a Transnordestina, ampliar a construção de ferrovias em regiões produtoras de alimentos e investir em concessões de rodovias. Também defendeu pedágio zero para motociclistas.
A discussão avançou para a economia e o poder de compra da população. Ao ser questionado por Lula sobre o salário mínimo, Flávio respondeu abordando o endividamento das famílias e criticou a inflação e a carga de impostos. O candidato do PL afirmou que os brasileiros perderam poder de compra durante o atual governo e defendeu tarifa zero no transporte público para trabalhadores aos fins de semana. Lula, por sua vez, ressaltou os reajustes do salário mínimo durante os governos do PT.
Na rodada sobre o Centro-Oeste, o foco foi a produção agropecuária. Flávio questionou a falta de incentivos ao setor e criticou a burocracia que, segundo ele, dificulta investimentos em máquinas e equipamentos. Como proposta, prometeu segurança jurídica para os produtores. Lula rebateu destacando o aumento dos recursos destinados à agricultura pelo governo federal e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além dos resultados das exportações brasileiras. Durante a discussão, o presidente afirmou que Flávio “estuda para decorar”.
As divergências continuaram quando Lula questionou o adversário sobre cortes de gastos públicos e possíveis impactos nas aposentadorias. O petista citou o chamado “tesouraço”, em referência a cortes profundos como os promovidos pelo presidente argentino Javier Milei. Flávio afirmou que pretende reajustar o salário mínimo acima da inflação e garantir aumentos nas aposentadorias. Também disse que não pretende privatizar o Banco do Brasil nem a Caixa Econômica Federal e comparou seu projeto de governo às mudanças realizadas na Argentina. Sobre o Rio Grande do Sul, prometeu trabalhar com o governador eleito Zucco para prevenir enchentes.
A discussão sobre a região Norte colocou o saneamento básico no centro do debate. Flávio afirmou que cerca de 90 milhões de brasileiros não têm acesso a esgoto tratado e aproximadamente 40 milhões não contam com água tratada em casa. Ele defendeu o cumprimento da meta de garantir esses serviços a mais de 90% da população até 2033 e acusou o governo Lula de ter adiado o prazo para depois de 2050.
Lula respondeu criticando o conhecimento de Flávio sobre a região e relembrou a crise de falta de oxigênio no Amazonas durante a pandemia de Covid-19, responsabilizando politicamente o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato do PL. O presidente também citou investimentos em saúde, internet, portos, aeroportos e estradas no estado.
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