Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre salário mínimo e inflação em debate final
Disputa no último confronto antes do segundo turno focou na evolução da renda real dos trabalhadores e no impacto da política fiscal federal no custo de vida.
Confronto no último debate
O salário mínimo e o custo de vida centralizaram o confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no debate da TV Globo realizado na sexta-feira (23). A transmissão foi a última antes da votação do segundo turno das eleições, marcada para o domingo (25).
Defesa da política de reajustes
Lula questionou o conhecimento do adversário sobre a evolução da renda, afirmando que, sem os reajustes promovidos durante seus mandatos e o de Dilma Rousseff, o valor atual do salário mínimo poderia ser de apenas R$ 900. O presidente defendeu a política de valorização da renda mínima como ferramenta de proteção social.
Críticas à gestão econômica
Em resposta, Flávio Bolsonaro responsabilizou o governo federal pelo endividamento das famílias, argumentando que o dinheiro dos trabalhadores perde valor antes do fim do mês. O senador relacionou a perda do poder de compra ao aumento dos gastos públicos, à inflação e à carga tributária vigente.
O candidato do PL citou a reforma tributária em andamento, alertando que a alíquota do novo sistema de impostos sobre o consumo pode chegar a 28%. Ele também mencionou a redução na quantidade de produtos em embalagens, como barras de chocolate, sabão em pó e papel higiênico, como exemplo prático da inflação de itens essenciais.
Flávio Bolsonaro comparou o cenário atual com o período de governo de Jair Bolsonaro, sustentando que o valor recebido pelos trabalhadores hoje não permite adquirir a mesma quantidade de produtos no supermercado em relação ao passado recente.
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