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Juros futuros recuam na B3 após pico pós-eleição

Correção técnica e leilão do Tesouro Nacional puxam queda das taxas longas, que haviam superado 15% na véspera.

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Redação Digital
•01 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Juros futuros recuam na B3 após pico pós-eleição
Foto: Redação Digital

Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam em queda na B3 nesta terça-feira (27), revertendo parte da alta registrada após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo agentes de mercado, taxas acima de 15% atraíram aplicadores, enquanto a atuação do Tesouro Nacional ajudou a reduzir a tensão na renda fixa.

Queda nas taxas longas

No fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2027 recuou de 13,696% para 13,642%. O contrato para janeiro de 2029 caiu de 15,223% para 14,740%, e o de janeiro de 2031 passou de 15,279% para 14,850%. Na segunda-feira, os vencimentos mais longos haviam superado a marca de 15%, com o DI 2028 a 14,905% e o DI 2031 a 15,240%.

Atuação do Tesouro

O Tesouro Nacional recomprado 3,82 milhões de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B) das 4 milhões ofertadas em leilão realizado na terça-feira. De acordo com cálculos da Warren Investimentos, a operação retirou US$ 2,1 milhões de risco do mercado, medido em DV01. No mesmo dia, o leilão regular de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) foi cancelado.

Pautas do Executivo

Um economista de uma grande tesouraria afirmou, em caráter reservado, que a correção não decorreu de sinalizações do governo, citando que as mensagens atuais seguem em direção oposta à consolidação fiscal. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, declarou que não está em discussão o envio de uma proposta de ajuste fiscal, listando como prioridades a PEC da segurança, a gratuidade do transporte público aos fins de semana, a medida provisória sobre apostas e o Orçamento de 2027.

Visão internacional

No exterior, instituições financeiras avaliaram que os preços atuais abriram ponto de entrada. Sergi Lanau, diretor de mercados emergentes da Alpine Macro, disse que a queda nos juros brasileiros foi excessiva e que a ponta curta da curva parece a mais mal precificada. O banco australiano Macquarie afirmou que o país deve seguir sob o status quo e distante de um cenário de calote.

Fonte original: Redação DigitalVer notícia na íntegra
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