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Juros futuros avançam com incertezas sobre política econômica pós-2027

Curva de DI fecha em alta após feriado, refletindo piora na percepção de risco fiscal e revisões de expectativas inflacionárias no Focus.

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Redação Digital
•07 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Juros futuros avançam com incertezas sobre política econômica pós-2027
Foto: Redação Digital

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam em alta nesta terça-feira (3), na volta do feriado de Dia dos Finados. O movimento refletiu a piora na percepção de risco fiscal e a espera por sinalizações sobre a condução da política econômica a partir de 2027, segundo dados do mercado financeiro.

Movimentação na curva de juros

No fim dos negócios, o DI para janeiro de 2028 subiu de 14,483% para 14,565%. O contrato para janeiro de 2029 avançou de 14,962% para 15,070%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 15,272% para 15,370%. Ao longo da sessão, a alta perdeu intensidade, mas a curva a termo seguiu inclinada, com o vértice de 2031 chegando a avançar quase 40 pontos nas máximas do dia.

Entre os fatores que ajudaram a reduzir parte da pressão estiveram a confirmação de que Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator do Orçamento de 2027, o que pode resultar em uma alíquota menor da CBS, e declarações de Gilberto Kassab, presidente do PSD, defendendo um ministro da Fazenda comprometido com o equilíbrio fiscal. Ainda assim, o mercado manteve a leitura de aumento do risco fiscal, repercutindo também notícias sobre um possível encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o economista André Lara Resende.

Revisão de expectativas e Copom

O boletim Focus mostrou deterioração das expectativas entre 2026 e 2029. A mediana para o IPCA deste ano subiu de 5,19% para 5,22%, e a projeção para 2027 avançou de 4,34% para 4,76%. Para a Selic terminal, a expectativa passou de 13,25% para 13,50% em 2026 e de 11,75% para 12,50% em 2027. Em revisão divulgada nesta terça-feira, o economista do Santander Marco Antonio Caruso retirou a previsão de corte de 25 pontos-base na reunião desta quarta-feira (4) do Copom e passou a projetar manutenção da Selic em 13,75%.

Fonte original: Redação DigitalVer notícia na íntegra
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