Japão cria equipe de IA para simular ciberataques após falhas globais no PHP
Medida ocorre após interrupção de serviços essenciais no país, incluindo alertas de emergência da SoftBank, devido a vulnerabilidades críticas na linguagem de programação.
Nova estratégia de defesa
O governo do Japão anunciou nesta sexta-feira a criação de uma equipe dedicada a simular ciberataques utilizando inteligência artificial (IA) para identificar falhas em sistemas tecnológicos. A iniciativa busca antecipar vulnerabilidades em um contexto de corrida global para conter riscos provocados por falhas críticas na linguagem de programação PHP, que sustenta grande parte da infraestrutura da internet.
Impacto global das falhas
Sites governamentais e corporativos em todo o mundo saíram do ar nesta semana após a revelação de falhas na ferramenta, gerando milhões de tentativas de invasão, segundo a Reuters. Os desligamentos de emergência, que se estenderam de Tóquio a Helsinque, atingiram serviços bancários, aéreos, ferroviários, fiscais e governamentais, marcando um dos testes mais severos para as tecnologias tradicionais que mantêm a web funcionando.
Interrupção de alertas no Japão
A extensão da interrupção foi destacada pela SoftBank, terceira maior operadora móvel do Japão, que informou a suspensão temporária de seu sistema de alerta de emergência para celulares. Com isso, clientes deixaram de receber avisos antecipados para terremotos, alertas de tsunami e informações de desastres e evacuação durante as manutenções. A SoftBank informou que os usuários ainda podem obter avisos de terremoto por meio de serviços alternativos, como um aplicativo de sua divisão Yahoo.
Posicionamento oficial e críticas
O ministro da Indústria japonês, Ryosei Akazawa, defendeu a mudança estratégica, afirmando que os defensores precisam usar a IA para responder proativamente e manter-se um passo à frente dos atacantes. Por outro lado, Nobuo Miwa, presidente da empresa de cibersegurança S&J Corp, avaliou a resposta governamental como lenta, comparando-a a “tentar enfrentar um bombardeiro com uma lança de bambu”.
No Japão, empresas como a corretora Nomura, o grupo financeiro Mitsubishi UFJ, a companhia aérea ANA e a East Japan Railway (JR East) suspenderam temporariamente alguns serviços online. Órgãos públicos como o Ministério das Finanças, a Agência Nacional de Impostos e a Agência Meteorológica também interromperam parte de suas plataformas digitais.
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