Governo de São Paulo pressiona União por R$ 5,45 bi em investimentos de mobilidade
Tarcísio de Freitas recorre ao STF e obtém garantia federal para operação de crédito que inclui linhas de metrô e rodovias, enquanto divergências com o governo Lula persistem.
Em agosto de 2024, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recorreu ao Supremo Tribunal Federal para exigir que a União garantisse um empréstimo de R$ 5,45 bilhões ao Banco do Brasil, ação que visava financiar obras de mobilidade no estado; o Ministério da Fazenda, então sob comando de Dario Durigan, assinou o despacho de garantia no dia 12 de agosto, segundo a Procuradoria‑Geral do Estado.
A operação autorizada abrange seis empreendimentos: Linha 6‑Laranja do Metrô (R$ 2,26 bi), Rodovia dos Tamoios (R$ 1,19 bi), extensão da Linha 5‑Lilás entre Capão Redondo e Jardim Ângela (R$ 962 mi), expansão das linhas 11‑Coral, 12‑Safira e 13‑Jade (R$ 556 mi), melhorias nas linhas 8‑Diamante e 9‑Esmeralda (R$ 266,5 mi) e sistema de travessias hídricas (R$ 213,7 mi), conforme informações do governo paulista.
Expansão da Linha 2‑Verde
Outra demanda central é a ampliação da Linha 2‑Verde do Metrô, que prevê a ligação entre Vila Prudente e Penha com oito novas estações; em março de 2026, foram assinados contratos de R$ 2,4 bi para obras civis e R$ 3,2 bi para a segunda etapa de financiamento do Trem Intercidades Eixo Norte, segundo o Ministério da Infraestrutura.
As divergências entre o governo estadual e a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva permanecem, com Tarcísio recorrendo a medidas judiciais para garantir recursos federais destinados a projetos estratégicos de mobilidade, enquanto o governo federal avalia a alocação de investimentos em todo o país.
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