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SANTA CATARINA

Falhas nos geradores e caixa-preta sem áudio diz relatório sobre queda de helicóptero que matou Rick

Estado – Problemas repetidos no sistema de geração elétrica e a falta de registros de voz do voo estão entre os principais pontos revelados pelo relatório preliminar sobre a queda do helicóptero que matou cinco pessoas na Serra catarinense, incluindo o cantor

Waesy
Ricardo Santuari
•26 de outubro de 2026•4 min de leitura•Fonte Verificada
Falhas nos geradores e caixa-preta sem áudio diz relatório sobre queda de helicóptero que matou Rick
Foto: Ricardo Santuari

Um dos aspectos destacados pelos investigadores é que os geradores da aeronave apresentavam panes frequentes. Conforme o relatório, um mecânico que já havia trabalhado no helicóptero relatou que os problemas voltaram a ocorrer mesmo após intervenções para tentar solucioná-los. Diante da reincidência, ele recomendou que a aeronave retornasse a uma oficina especializada para uma avaliação mais detalhada. Essa nova inspeção, porém, não havia sido realizada até o acidente.

O histórico reunido pelo Cenipa indica que algumas falhas nos geradores poderiam estar relacionadas à exposição à umidade, após voos realizados em condições de chuva ou dentro de nuvens. O mecânico, no entanto, não conseguiu confirmar que essa era a causa dos problemas.

Durante os serviços de manutenção, um dos geradores foi reparado e reinstalado em maio. A posição dos equipamentos também foi alterada, mas, posteriormente, as falhas passaram a aparecer de forma alternada nos dois geradores.

O relatório ainda registra uma ocorrência anterior, em 30 de março, quando o helicóptero precisou realizar um pouso de emergência em Ibiaçá, no Rio Grande do Sul, devido a uma vibração considerada anormal. Segundo o documento, as verificações posteriores não identificaram irregularidades na vibração do rotor principal.

Esses registros integram o histórico técnico analisado pelos investigadores. O relatório preliminar, contudo, não estabelece uma conclusão definitiva sobre o que provocou a queda.

Outro ponto relevante é a ausência de gravações correspondentes ao voo fatal no equipamento responsável por registrar os sons da cabine de pilotagem, conhecido como Cockpit Voice Recorder (CVR).

O gravador tinha capacidade para armazenar 30 minutos de áudio e estava instalado na aeronave desde 2002. Durante a análise, foram encontrados registros de conversas relacionadas a uma atividade de manutenção, mas não foram localizados áudios que permitissem reconstruir os momentos que antecederam o acidente.

Fonte original: Ricardo SantuariVer notícia na íntegra
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