Estudo mapeia adaptação de comunidades pré-históricas após erupção no Japão
Pesquisa publicada na Science Advances detalha migrações e novas estratégias de subsistência adotadas por populações Jomon há 7.300 anos.
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Uma erupção vulcânica ocorrida há cerca de 7.300 anos no Japão provocou destruição, deslocamentos populacionais e mudanças na forma de sobrevivência das comunidades pré-históricas, segundo estudo publicado na revista científica Science Advances. A pesquisa, conduzida por uma equipe internacional de pesquisadores das universidades de Lund, na Suécia, e Cambridge, no Reino Unido, revela que algumas populações conseguiram crescer após a catástrofe, enquanto outras enfrentaram declínio ou abandono de territórios.
Impactos geológicos
O evento geológico envolveu a erupção do vulcão Kikai-Akahoya, localizado no fundo do mar próximo ao arquipélago japonês. De acordo com os dados apurados, o fenômeno gerou fortes terremotos, tsunamis e a deposição de grandes quantidades de cinzas vulcânicas sobre a paisagem, alterando drasticamente os ecossistemas da região.
Sobrevivência das comunidades Jomon
Na época, o território era habitado por comunidades da cultura Jomon, que dependiam principalmente da caça, da pesca e da coleta de alimentos. A erupção dificultou a sobrevivência em diferentes áreas, levando parte da população a deixar os locais onde vivia. A nova análise indica que os efeitos do desastre foram mais variados do que as teorias anteriores sugeriam, que apontavam para um desaparecimento quase completo das comunidades próximas ao vulcão ou para a permanência total de parte delas.
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