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Estudo em camundongos indica que azeite antes dos carboidratos reduz picos de glicose

Pesquisa da Universidade de Kyoto, publicada na revista Diabetes, aponta que a ordem de ingestão dos alimentos pode retardar o esvaziamento gástrico e modular a absorção de açúcar.

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Enzo Monteiro
•01 de novembro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Estudo em camundongos indica que azeite antes dos carboidratos reduz picos de glicose
Foto: Enzo Monteiro

Metodologia e resultados

Uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, investigou a influência da ordem de ingestão de alimentos na absorção de glicose. O estudo, publicado em outubro de 2026 na revista científica Diabetes, utilizou camundongos divididos em três grupos para analisar o impacto do azeite de oliva consumido antes de carboidratos. Exames de sangue realizados após a alimentação indicaram que o grupo que ingeriu o azeite primeiro apresentou níveis de glicose consideravelmente mais baixos em comparação aos demais.

Mecanismo fisiológico

Segundo os dados apurados, a ingestão prévia de azeite promoveu uma digestão mais lenta e elevou os níveis de três hormônios no sangue: glucagon, GIP e GLP-1. Os pesquisadores afirmam que essas substâncias estão relacionadas à desaceleração do esvaziamento do estômago e ao controle de aumentos rápidos de açúcar no sangue, sugerindo um mecanismo de proteção contra picos glicêmicos pós-refeição.

Testes em modelos diabéticos

Em testes adicionais, os cientistas simularam um modelo de camundongo diabético, caracterizado pela baixa capacidade de produção de insulina. Mesmo nessas condições, o azeite exerceu controle sobre o pico glicêmico. Outras gorduras, como óleo de linhaça e banha, também foram testadas e apresentaram resultados positivos, embora inferiores aos obtidos com o azeite de oliva.

Os autores do estudo ressaltam que a principal contribuição da descoberta reside na ordem de ingestão dos alimentos, o que pode reduzir a gama de substâncias necessárias para futuros experimentos. No entanto, os pesquisadores enfatizam que ainda é cedo para afirmar efeitos diretos em humanos, sendo necessários estudos clínicos adicionais para validar as indicações terapêuticas para o controle da diabetes.

Fonte original: Enzo MonteiroVer notícia na íntegra
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