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TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE

Estudo da Stanford aponta que 25% dos data centers globais operam em zonas de estresse hídrico

Pesquisa mapeou 9.347 instalações e identificou que 41% competem diretamente com o abastecimento de cidades e áreas rurais por recursos hídricos.

Waesy
Enzo Monteiro
•04 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Estudo da Stanford aponta que 25% dos data centers globais operam em zonas de estresse hídrico
Foto: Enzo Monteiro

Mapeamento global

Um estudo liderado pela Universidade de Stanford, publicado na revista Environmental Science & Technology, mapeou 9.347 data centers em operação no mundo. O levantamento constatou que cerca de 25% dessas estruturas estão localizadas em regiões onde a demanda por água supera a oferta em pelo menos um mês do ano. Os pesquisadores projetam que essa proporção pode chegar a 33% em até dez anos, em um cenário de aquecimento global de 3 °C em relação aos níveis de 1900.

Conflito com abastecimento urbano

O levantamento aponta que 41% das instalações disputam recursos hídricos diretamente com cidades e municípios. Lorenzo Rosa, pesquisador de engenharia química da Universidade de Stanford e um dos líderes do estudo, afirmou em comunicado que as estruturas não estão sendo instaladas em áreas vazias, mas sim sobre o sistema de abastecimento de água de cidades e fazendas, intensificando a pressão sobre a infraestrutura local.

Volume de consumo

Dados divulgados pela própria empresa indicam que os data centers do Google consumiram cerca de 10,9 bilhões de galões de água em 2025, o equivalente a 41,3 bilhões de litros. A Mordor Intelligence, empresa de pesquisa de mercado, levantou que os data centers dos Estados Unidos consumiram quase 1 trilhão de litros de água, volume que a fonte compara ao consumo hídrico anual de Nova York, cidade com 8,8 milhões de habitantes.

Impacto indireto

Estudos publicados no ano passado indicam que grandes data centers podem consumir, por dia, 5 milhões de galões de água, equivalente ao consumo de uma cidade de 50 mil pessoas. Uma reportagem do The Wall Street Journal apontou que os documentos divulgados pelas empresas contabilizam apenas a água utilizada diretamente nas instalações, sem incluir o efeito em cadeia, como o aumento do gasto de energia e a água necessária para a sua geração em alguns casos.

Fonte original: Enzo MonteiroVer notícia na íntegra
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