Estudo com 354 mil participantes associa café a menor risco de cirrose e câncer de fígado
Pesquisa publicada na Clinical Gastroenterology and Hepatology indica que benefícios hepáticos persistem mesmo em versões descafeinadas, segundo especialistas consultados.
Associação com saúde hepática
Um estudo publicado este ano na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology acompanhou 354.957 participantes por uma média de 13 anos e identificou associações entre o consumo de café e menores riscos de cirrose, carcinoma hepatocelular e mortalidade relacionada a doenças hepáticas. Os resultados mais favoráveis foram observados entre pessoas que consumiam cinco ou mais xícaras por dia, embora associações positivas tenham sido registradas também em quem tomava quantidades moderadas.
Mecanismos biológicos
A gastroenterologista Patrícia Marinho Oliveira, do Fleury Medicina e Saúde, afirma que os benefícios observados em quem consome a versão descafeinada reforçam a hipótese de que compostos do café, além da cafeína, atuam no organismo. Segundo a especialista, há indícios de que certas substâncias da bebida provocam modificações celulares no fígado, o que poderia reduzir a progressão da fibrose hepática, condição caracterizada pelo acúmulo de tecido cicatricial em resposta a lesões persistentes.
No Brasil, o café está presente em 98% dos lares, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Celírio Inácio da Silva, diretor da Abic, destaca que a bebida representa acolhimento e convivência, elementos que permeiam a cultura nacional. Para os especialistas consultados pelo MIT Technology Review Brasil, os efeitos do café no organismo dependem de fatores como a quantidade consumida, o modo de preparo e as características individuais dos grãos.
Leia Também
:format(webp))
Vulcão submarino no Japão acumula magma após megaerupção de 7.300 anos

Lua atinge 99% de visibilidade neste domingo; Inmet aponta cheia para 26 de outubro

Santa Catarina confirma terceiro foco de Newcastle em aves no Oeste


