Notícias

Notíciaspolitica
EUROPA

Estudantes europeus ocupam escolas e ruas contra 'crise de representatividade'

Movimento que começou em Roma e Madri se espalha pela França e Albânia, com jovens alegando falta de resposta política a demandas por moradia e educação.

Waesy
Diego Pavão
•29 de outubro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Estudantes europeus ocupam escolas e ruas contra 'crise de representatividade'
Foto: Diego Pavão

Expansão do movimento

Nas últimas semanas, centenas de milhares de estudantes participaram de protestos em diversos países europeus, incluindo Espanha, França, Itália e Albânia. Os atos, que variam de acampamentos em Madri a ocupações de escolas em Roma, resultaram em distúrbios em algumas localidades, segundo a agência de notícias AFP.

Reivindicações centrais

Embora as pautas variem por região, os manifestantes convergem na cobrança por aluguéis mais acessíveis, aumento de recursos para a educação e melhores condições de emprego. A crítica central direciona-se à classe política, que, segundo os jovens, ignora as demandas da geração atual e prioriza gastos militares.

Origem em Roma

O movimento ganhou tração após a ocupação do Liceu Cavour, em Roma, que se estendeu para dezenas de outros colégios italianos. Damiano Fusa, estudante de 18 anos da instituição, declarou à AFP que "ninguém nos representa", criticando tanto os antigos governos de centro-esquerda quanto a atual coalizão de extrema direita liderada pela primeira-ministra Giorgia Meloni.

Fusa apontou especificamente a redução de verbas para a educação como um fator determinante para a mobilização. "Continuaremos nas ruas para retomar o futuro que as classes dirigentes nos tiraram", afirmou o estudante, ressaltando a desconfiança generalizada nas urnas como mecanismo de mudança política.

Reação das autoridades

Diante da escalada dos protestos, França e Itália reforçaram as medidas de segurança nas áreas de manifestação. Em alguns casos, a resposta policial foi descrita como violenta, o que levou parte dos grupos a adotar táticas mais radicais para manter a visibilidade das pautas excluídas do debate público tradicional.

Fonte original: Diego PavãoVer notícia na íntegra
#politica#br#notícias#sc#protestos#juventude#educação#Europa
0 Comentários