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LOGÍSTICA

Estiagem e El Niño limitam capacidade de carga no rio Tapajós

Nível crítico de 2,50 metros restringe operação de barcaças a 60% da capacidade, enquanto dragagem no Madeira busca restabelecer rotas logísticas no Norte.

Waesy
Redação Digital
•28 de outubro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada

A baixa vazão dos rios na Amazônia, agravada pela estiagem e pelo fenômeno El Niño, impõe restrições severas ao transporte de cargas na região Norte. Segundo dados apurados, a situação é mais crítica no rio Tapajós, onde o calado atual de 2,50 metros limita as embarcações a operar com apenas 60% de sua capacidade máxima.

Recuperação no Madeira

Em contraponto, o rio Madeira apresenta sinais de recuperação. O nível das águas, que chegou a 3 metros, subiu para 4,5 metros devido às chuvas recentes e ao trabalho de dragagem realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o que tem auxiliado na normalização parcial do tráfego fluvial.

Risco de interdição

Autoridades e produtores alertam que a situação no Tapajós pode se deteriorar. Se o nível do rio cair abaixo de 2 metros, a navegação se tornará inviável, interrompendo o fluxo de cargas. Para mitigar esse risco, a realização de dragagem é apontada como medida necessária para garantir a navegabilidade e a continuidade logística.

O governo federal anunciou ações para combater os incêndios e os efeitos da seca no Amazonas. A redução na carga das barcaças acendeu um alerta para o agronegócio, que depende da via fluvial para escoar sua produção. A combinação de fatores climáticos e infraestrutura exige monitoramento constante para evitar colapsos no transporte de insumos e produtos agrícolas.

Fonte original: Redação DigitalVer notícia na íntegra
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