Envio de fotos para IAs expõe dados pessoais e riscos de golpes
Processamento em servidores corporativos permite retenção de imagens e análise por sistemas de visão computacional, segundo especialistas em segurança digital.
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Tendências em redes sociais incentivam o envio de fotografias pessoais para chatbots de inteligência artificial, com o objetivo de gerar caricaturas, ilustrações ou retratos profissionais. A prática, porém, levanta questões sobre o destino dos arquivos após o upload, uma vez que o processo envolve o envio dos dados aos servidores das desenvolvedoras para processamento.
Segundo a apuração do Canaltech, após o envio, a imagem pode permanecer armazenada por um período determinado, ser analisada por sistemas de visão computacional ou ser utilizada para o aprimoramento dos modelos de IA da empresa. O armazenamento serve para manter o histórico de conversas, sincronizar dados entre dispositivos ou investigar incidentes de segurança.
Riscos de exposição de dados
Especialistas apontam que uma fotografia pode conter informações pessoais e sensíveis, como a localização geográfica e a rotina do indivíduo, especialmente se a imagem exibir uniformes, crachás ou outros elementos identificáveis. Em caso de vazamento ou acesso indevido, esses dados podem ser explorados por criminosos para a elaboração de golpes utilizando imagens falsas geradas por IA.
O prazo de retenção das imagens nos servidores não é padronizado e varia conforme a plataforma utilizada e as configurações de privacidade definidas pelo usuário na conta. A ausência de uma política única de exclusão automática exige que o consumidor verifique os termos de uso de cada serviço antes de compartilhar material pessoal.
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