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Eleições 2026: impacto de Lula e Flávio Bolsonaro em juros, dívida e crédito

Economista da Manchester Investimentos explica como a expectativa de mercado sobre os próximos dois anos já influencia a remuneração de títulos públicos e o custo do financiamento para famílias e empresas.

Waesy
André Groh
•29 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada

O resultado das eleições de 2026 terá reflexos diretos no bolso de investidores, devedores e empregadores. Segundo Leonardo Mendes, economista da Manchester Investimentos, o mercado financeiro não reage apenas à data da posse, mas às expectativas de política econômica para os próximos um ou dois anos, parte dessas apostas já está incorporada aos preços dos ativos.

Juros e investimentos

Para o investidor, o principal canal de transmissão é a curva de juros. Mendes explica que, se a expectativa for de queda nas taxas, títulos prefixados e ações tendem a valorizar. No cenário oposto, com crescimento da dívida pública sem caixa para sustentá-la, o governo precisará pagar juros mais altos para se financiar. Atualmente, o economista aponta que quem aplica no Tesouro Nacional dobra o capital em cerca de cinco anos, uma remuneração que compete com investimentos produtivos.

Crédito e endividamento

Para o consumidor, o impacto se dá pelo custo do crédito. Dados citados na análise indicam que cerca de três em cada quatro famílias brasileiras estão endividadas, sendo a maior parte da dívida destinada a itens essenciais como alimentação, moradia, transporte e medicamentos. A redução dos juros tende a aliviar financiamentos e o saldo devedor do cartão de crédito, enquanto a manutenção de taxas elevadas preserva o peso da dívida no orçamento familiar.

Empreendedorismo e inflação

Para o setor produtivo, o custo do dinheiro determina a viabilidade de contratações e abertura de novas unidades fabris. A inflação, segundo a análise, encontra-se contida em parte por medidas como o vale-gás, a mistura de 32% de etanol na gasolina e subsídios em energia e na Petrobras.

A primeira resposta do mercado será observada na segunda-feira seguinte à eleição, com movimentos no dólar e na bolsa de valores. O efeito duradouro, contudo, dependerá das ações do próximo governo sobre as contas públicas. O desafio fiscal para 2027 é considerado significativo, com a dívida pública brasileira em 82,9% do PIB.

Fonte original: André GrohVer notícia na íntegra
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