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Dólar fecha a R$ 5,4872 em alta impulsionada por dúvidas sobre ajuste fiscal e debate da Selic

A moeda americana encerrou a sessão de terça‑feira em alta de 0,79%, refletindo a crescente incerteza sobre a política fiscal do governo e discussões sobre a taxa Selic.

Waesy
Redação Digital
•07 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Dólar fecha a R$ 5,4872 em alta impulsionada por dúvidas sobre ajuste fiscal e debate da Selic
Foto: Redação Digital

Fechamento da sessão

O dólar à vista fechou em R$ 5,4872 na terça‑feira (3), alta de 0,79%, após ter superado R$ 5,50 pela manhã, segundo cotações divulgadas pela B3. O movimento ocorreu na volta do feriado de Finados, em meio à crescente desconfiança do mercado quanto ao compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com um ajuste fiscal e ao debate sobre propostas para limitar a taxa Selic.

Desempenho da moeda

De acordo com os dados do dia, o nível de fechamento foi o mais alto desde 30 de dezembro de 2025. O real registrou o segundo pior desempenho entre as principais divisas, perdendo apenas para o peso mexicano. Foi o terceiro pregão consecutivo de alta do dólar, e na semana passada a moeda acumulou valorização de 9,04%, a maior alta semanal desde outubro de 2008, informou a Bolsa de Valores.

Eduardo Velho, economista‑chefe da Bravonte Capital, atribuiu a alta à ausência de medidas de ajuste fiscal e à indefinição no Ministério da Fazenda, indicando maior chance de intervenção do Banco Central no mercado de câmbio. William Jackson, economista‑chefe de mercados emergentes da Capital Economics, afirmou que o debate sugere busca por alternativas ao ajuste fiscal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que as ideias de André Lara Resende apresentam deficiências e que não há previsão de encontro entre Lula e o economista.

Projeções de mercado

As projeções para o câmbio foram revisadas para cima: a estimativa para o dólar no fim deste ano subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34, e a projeção para dezembro de 2027 passou de R$ 5,15 para R$ 5,40, segundo análises de corretoras XP e Santander, que mantêm a expectativa de Selic em 13,75% na decisão do Copom. Em nota a clientes, a Hedgepoint avaliou que a manutenção firme da Selic reforçaria o carry e ajudaria o real, ressaltando que o avanço do Dollar Index não explica sozinho a alta do dólar no Brasil.

Fonte original: Redação DigitalVer notícia na íntegra
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