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Desmatamento na Amazônia cai 41,8% e atinge menor nível desde 1988

Mapa vincula queda de 23,8% no Cerrado à competitividade do agro e ao acesso a mercados internacionais

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Redação Digital
•30 de outubro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Desmatamento na Amazônia cai 41,8% e atinge menor nível desde 1988
Foto: Redação Digital

Dados divulgados nesta sexta-feira (16/10) pelo governo federal apontam redução no desmatamento da Amazônia Legal e do Cerrado. Segundo o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), a área desmatada na Amazônia somou 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, uma queda de 41,8% em relação aos 5.731 km² do período anterior. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) confirmou que se trata da menor taxa registrada na série histórica, iniciada em 1988.

Redução no Cerrado

No bioma Cerrado, o monitoramento identificou 5.516,69 km² de desmatamento, representando uma redução de 23,8% frente aos 7.235,27 km² do ciclo anterior. O governo federal classificou o resultado como o menor da série histórica do bioma, que teve início em 2001. Os números foram apresentados durante coletiva de imprensa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Impacto no Plano Safra

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que a agenda ambiental e as boas práticas agropecuárias estão ligadas à competitividade dos produtos brasileiros. No Plano Safra 2026/2027, produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo, em regularização via Programa de Regularização Ambiental (PRA) ou sem passivo ambiental recebem redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros. A adoção de práticas sustentáveis garante desconto adicional de 0,5 ponto percentual, totalizando até 1 ponto percentual de redução.

Instrumentos de Conservação

O pacote de políticas inclui o Bolsa Verde, que atende 86.635 famílias em 139 municípios, com R$ 420 milhões transferidos desde 2023. O Fundo Amazônia contabilizava, em outubro de 2026, 160 projetos aprovados e R$ 7,8 bilhões comprometidos. Além disso, o BNDES aprovou R$ 147,6 milhões para o desenvolvimento do SIM-Biomas, sistema que integrará os dados do Prodes e do Deter utilizando inteligência artificial.

Durante a coletiva, André de Paula destacou que o agronegócio brasileiro abriu 700 novos mercados desde 2023. O ministro associou o avanço da política ambiental à manutenção e ampliação do acesso internacional, citando as exigências da União Europeia em relação à rastreabilidade e comprovação de origem dos produtos agropecuários.

Fonte original: Redação DigitalVer notícia na íntegra
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