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Descongelamento do permafrost ameaça acelerar aquecimento global, aponta estudo

Perda de 12% da área congelada desde 1850 e lacunas nos modelos climáticos da ONU indicam subestimação do impacto do carbono liberado.

Waesy
mittechreview.com.br
•04 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada

Mecanismo de liberação de gases

O permafrost, camada de solo congelado que abrange aproximadamente 15% das terras do Hemisfério Norte, armazena matéria orgânica preservada desde a última era glacial. Segundo o texto apurado, o aumento das temperaturas globais provoca o descongelamento desse material, permitindo que micróbios decomponham a matéria orgânica e liberem dióxido de carbono e metano, gases de efeito estufa que intensificam o ciclo de retroalimentação do aquecimento.

Redução da área congelada

Dados indicam que a área do permafrost no Ártico diminuiu em cerca de 12% desde 1850. O ritmo dessa redução tem se acelerado nos últimos 50 anos, refletindo o impacto direto do aumento constante das temperaturas globais sobre a estabilidade do solo congelado.

Lacunas nos modelos climáticos

Apenas uma minoria dos modelos utilizados nos relatórios climáticos da Organização das Nações Unidas (ONU) considera a perda gradual do permafrost. Nenhum desses modelos inclui o descongelamento abrupto e o colapso do solo, fenômenos que podem ser desencadeados por eventos extremos como ondas de calor e incêndios florestais. Essa omissão técnica sugere que as projeções atuais podem subestimar a magnitude e a velocidade do aquecimento planetário.

Impacto dos incêndios florestais

Embora o fogo seja parte natural do ciclo de vida das florestas boreais, as mudanças climáticas têm intensificado a severidade dos incêndios. Esse fator pode acelerar o descongelamento do permafrost, com potencial para liberar o equivalente a 80 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono até o fim do século, conforme apontado na análise.

Fonte original: mittechreview.com.brVer notícia na íntegra
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