Debate entre Lula e Flávio Bolsonaro foca em modelo argentino e tarifas de Trump
Candidatos trocaram críticas sobre inflação, exportações agrícolas e autonomia comercial do Brasil em confronto que incluiu atritos pessoais.

Disputa sobre modelo econômico
O confronto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) teve início com questionamentos sobre a proximidade do candidato do PL com o presidente argentino, Javier Milei. Lula indagou se o adversário pretendia replicar o modelo econômico argentino no Brasil e questionou sua política para o reajuste do salário mínimo.
Defesa das medidas de Milei
Em resposta, Flávio Bolsonaro defendeu as medidas adotadas por Milei e atribuiu a alta da pobreza na Argentina aos governos de Cristina Kirchner e Alberto Fernández. O candidato do PL sustentou que a manutenção dessas diretrizes teria levado o Brasil a uma disparada da inflação e das taxas de juros, redirecionando as críticas ao custo de vida atual e à condução econômica da gestão federal.
Agronegócio e relações internacionais
A discussão expandiu-se para as relações internacionais e o impacto na agricultura. Ao ser questionado sobre sua proximidade com o agronegócio, Lula refutou as críticas ao setor, citou o financiamento à agricultura familiar e defendeu a abertura de novos mercados internacionais para exportação.
O presidente rebatou alegações sobre políticas de tarifas externas, afirmando que o país mantém autonomia para negociar com diferentes parceiros comerciais globais. Lula também criticou o distanciamento do adversário das demandas das populações de menor renda.
Atritos pessoais
Ao longo do bloco, a discussão ultrapassou as propostas econômicas e registrou atritos pessoais. Flávio Bolsonaro direcionou provocações sobre a deficiência física do presidente, gesto pelo qual se retratou no próprio estúdio, enquanto o debate seguiu focado nos temas de inflação, exportações e assistência social.
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