Crise no Ueno Bank leva milhares a protestar e culmina em renúncia do presidente do Banco Central
Manifestantes em Assunção exigem acesso a depósitos enquanto governo busca usar fundo de garantia para ressarcir clientes afetados

Na terça‑feira (3), milhares de paraguaios se reuniram nas ruas de Assunção para cobrar acesso a seus depósitos após o Ueno Bank, que atende cerca de 3 milhões de clientes, ter fechado agências, suspenso aplicativos e cartões, e estar sob investigação, segundo reportagem do clicrdc.com.br.
Queda de solvência
A crise financeira do Ueno Bank, maior emissor de cartões de crédito do país, se agravou quando seu índice de solvência caiu para menos da metade do mínimo exigido por lei, conforme dados da Superintendência de Bancos do Paraguai.
Recursos públicos em risco
O banco administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo fundos do Instituto de Previdência Social, de acordo com informações do Ministério da Fazenda do Paraguai.
Reação do governo e renúncia
Em resposta, o presidente Santiago Peña anunciou um acordo com lideranças do Congresso para acelerar a votação de um projeto que permitiria usar recursos do Fundo de Garantia para ressarcir os depositantes, e o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo, informou a Presidência da República.
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