Coreia do Norte rejeita acusação do FBI sobre roubo de US$ 6 bilhões da Binance
Kim Yo Jong classifica alegações de Washington como provocação política; FBI aponta envolvimento de grupo estatal norte-coreano no desvio de criptomoedas.

Reação de Pyongyang
A Coreia do Norte classificou como “retórica absurda” as acusações dos Estados Unidos de que o país estaria por trás de um ataque hacker que desviou mais de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 32,5 bilhões) em criptomoedas da Binance, a maior plataforma de negociação de ativos digitais do mundo. A declaração foi divulgada nesta terça-feira (3) pela agência estatal KCNA e atribuída a Kim Yo Jong, irmã influente do líder norte-coreano Kim Jong Un. Ela afirmou que a acusação demonstra a postura hostil de Washington em relação a Pyongyang.
Alegações do FBI
Segundo Kim Yo Jong, o FBI tenta retratar a Coreia do Norte como um “Estado criminoso cibernético”, alegando ter obtido informações de que um grupo hacker apoiado pelo país participou do ataque. A dirigente chamou a declaração estadunidense de provocação política e disse que os Estados Unidos tentam atribuir ao governo norte-coreano crimes cibernéticos cometidos em diferentes partes do mundo. No fim de semana, o FBI afirmou que a Coreia do Norte foi responsável pelo roubo de mais de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 32,5 bilhões) em ativos virtuais da Binance, o que pode representar o maior roubo financeiro já registrado envolvendo criptomoedas.
Mecânica do ataque
De acordo com a agência estadunidense, integrantes de uma unidade estatal norte-coreana conhecida como TraderTraitor participaram da invasão. Autoridades também observaram que os responsáveis estavam convertendo os ativos roubados em Ethereum, criptomoeda que poderia ser usada em etapas posteriores para lavar o dinheiro. A Binance informou que cobriu a maior parte dos ativos desviados utilizando recursos próprios da empresa.
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