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Copom mantém Selic e economistas rebatem Lara Resende

A proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, de levar a Selic de 13,75% para cerca de 7,5% ao ano em 12 meses enfrenta resistência entre economistas ouvidos com exclusividade pelo ND Mais. A repercussão ganha força um dia dep

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André Groh
•08 de novembro de 2026•4 min de leitura•Fonte Verificada

A ideia foi apresentada no artigo “Eu Acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos”, publicado por Lara Resende em 25 de setembro. Pelo modelo, a Selic ficaria em uma banda.

O piso seria a meta de inflação, de 3%, e o teto, o crescimento nominal do PIB potencial. As metas, de até cinco anos, seriam definidas por um novo Conselho Fiscal e Monetário Nacional.

O plano prevê ainda desindexar da Selic os títulos públicos atrelados à taxa, as LFTs. Segundo o autor, a economia com juros reduziria o déficit nominal de mais de 10% para perto de 6% do PIB.

Reações com a proposta de Lara Resende

O tema chegou à política porque a queda dos juros foi bandeira de campanha do presidente Lula. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou discussão formal sobre tabelar a Selic. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a proposta nunca foi debatida com Lula. A ex-ministra Gleisi Hoffmann elogiou o artigo.

Para o economista do Sistema Ailos, Sérgio Samuel dos Santos, o debate parte de uma premissa equivocada. “Existe uma inversão na discussão a respeito da taxa de juros, em que se confunde o sintoma com a causa”, afirma.

Ele descreve o efeito de um corte sem lastro. “Uma redução abrupta da taxa Selic pela metade, sem uma melhora correspondente nos fundamentos econômicos, poderia provocar saída de capital estrangeiro, pressionar o câmbio e minar a credibilidade da política econômica.” No médio e longo prazo, segundo Santos, o risco é de expectativas de inflação piores e juros longos mais altos.

Fonte original: André GrohVer notícia na íntegra
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