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Consumo em supermercados cai 1,46% em setembro, mas acumula alta de 2,70% no ano

Queda mensal é classificada como acomodação pela Abras, enquanto inflação de alimentos volta a pressionar o orçamento das famílias.

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Redação Digital
•03 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada
Consumo em supermercados cai 1,46% em setembro, mas acumula alta de 2,70% no ano
Foto: Redação Digital

Queda mensal e alta anual

O consumo nos lares brasileiros recuou 1,46% em setembro na comparação com agosto, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Apesar da retração mensal, o indicador registrou alta de 0,59% ante setembro de 2024. No acumulado de janeiro a setembro, o avanço é de 2,70%.

Acomodação do mercado

Após altas de 3,01% em julho e 2,21% em agosto, a Abras classificou o resultado de setembro como um movimento de acomodação. O vice-presidente da entidade, Márcio Milan, afirmou que a retração não foi um movimento isolado, embora tenha sido mais intensa do que a observada nos dois anos anteriores. Em setembro de 2024, o consumo caiu 1,30% ante agosto, e em igual intervalo de 2025, o recuo foi de 0,94%.

Renda e transferências

A Abras apontou que o mercado de trabalho e a renda seguem sustentando o consumo das famílias. A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, com a população ocupada alcançando 103,5 milhões de pessoas. A entidade destacou a entrada de R$ 13,04 bilhões em transferências do Bolsa Família para 19,3 milhões de famílias, R$ 3,22 bilhões em requisições de pequeno valor e ações judiciais, e R$ 1,24 bilhão do último lote regular de restituição do Imposto de Renda.

Inflação de alimentos

A inflação de alimentos voltou a avançar. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto. No grupo alimentação e bebidas, a alta foi de 0,83%, depois de três meses consecutivos de recuo. Na alimentação no domicílio, o avanço foi de 0,96%.

Cesta de mercado

A cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, subiu 1,08% em setembro ante agosto, interrompendo três meses de queda. O valor médio nacional passou de R$ 837,14 para R$ 846,22. No acumulado do ano, a alta chega a 5,73%. Entre os itens com maior alta no mês estão arroz (4,56%), óleo de soja (1,83%) e açúcar refinado (1,11%). O feijão caiu 4,02% e o café torrado e moído recuou 1,09%.

Vegetais frescos

Nos vegetais frescos, as maiores altas vieram do tomate, com aumento superior a 37%, da batata, com mais de 24%, e da cebola, com 10,14%. A cesta de 12 produtos básicos ficou praticamente estável, com alta de 0,12%, passando de R$ 356,76 para R$ 357,20. No acumulado de janeiro a setembro, o avanço é de 4,94%.

Fonte original: Redação DigitalVer notícia na íntegra
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