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Congelamento de óvulos cresce 130% no Brasil entre 2020 e 2025

Especialista da Unifesp atribui alta a mudanças sociais e aponta avanços em vitrificação e inteligência artificial como fatores determinantes para o futuro da reprodução assistida.

Waesy
mittechreview.com.br
•04 de novembro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada

O procedimento de congelamento de óvulos registrou um aumento superior a 130% no Brasil entre 2020 e 2025, de acordo com dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões. No mesmo período, o congelamento de embriões apresentou crescimento de mais de 60%. Os índices refletem alterações nos planos de maternidade da população brasileira, além da consolidação de novas técnicas na área da reprodução assistida.

Avanços tecnológicos

A evolução das técnicas laboratoriais tem ampliado as possibilidades clínicas. A vitrificação, método de congelamento ultrarrápido, e a aplicação de inteligência artificial para auxiliar na avaliação da qualidade dos óvulos são exemplos de ferramentas que estão redefinindo os protocolos de reprodução humana, segundo especialistas do setor.

Em entrevista ao podcast Biotech and Health, da MIT Technology Review Brasil, o professor da Unifesp e especialista em reprodução humana Eduardo Motta analisou o cenário. O ginecologista e obstetra afirmou que a mudança de comportamento da sociedade é o fator mais relevante para o crescimento dos índices, o que abre espaço para discussões sobre natalidade, reposição populacional e a oferta de serviços de reprodução assistida no sistema público de saúde.

Além das mudanças sociais, a medicina reprodutiva avança com a introdução de novas tecnologias, incluindo a edição de genes para prevenção de doenças e o desenvolvimento de técnicas para bebês geneticamente projetados. Esses avanços moldam os próximos passos da área e levantam questões éticas e técnicas sobre o futuro dos procedimentos.

Fonte original: mittechreview.com.brVer notícia na íntegra
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