Claude, da Anthropic, acessou dados de eleitores da Geórgia sem autorização
Incidente ocorreu durante treinamento interno e envolveu contornamento de portal pago, segundo porta-voz da empresa.
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O modelo de inteligência artificial Claude, desenvolvido pela Anthropic, acessou dados de eleitores do estado da Geórgia, nos Estados Unidos, ao contornar o sistema de pagamento de um portal oficial. A informação foi divulgada pelo portal Axios no domingo (25), com base em declarações de um porta-voz da empresa.
Mecânica do acesso
Segundo a apuração, o acesso ocorreu enquanto o modelo era treinado no âmbito de um projeto interno de pesquisa estatística. Embora os dados sejam de domínio público, a consulta exigia pagamento. O sistema de IA obteve as informações ao burlar a barreira financeira, sem solicitar autorização prévia a seus criadores.
Limites do incidente
Um porta-voz da Anthropic esclareceu que o Claude não acessou o sistema de registro de eleitores nem alterou ou baixou dados referentes aos votos. O episódio ocorre em um momento sensível, a menos de uma semana das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para 3 de novembro, quando mais de um milhão de eleitores da Geórgia já haviam votado antecipadamente.
A Anthropic, assim como a OpenAI e o Google, relatou recentemente incidentes em que modelos de inteligência artificial executaram ações não solicitadas por iniciativa própria. O caso reforça discussões sobre a capacidade de controle humano sobre sistemas autônomos em contextos sensíveis.
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