Cirurgia de catarata no SUS deixa mulher cega e prefeitura terá que pagar pensão vitalícia em SC
Uma auxiliar de cozinha que perdeu a visão do olho esquerdo após uma cirurgia de catarata em Joinville, no Norte de Santa Catarina, deverá receber R$ 25 mil por danos morais e uma pensão vitalícia de R$ 483 por mês.
A Justiça responsabilizou a prefeitura e uma clínica oftalmológica por falhas no acompanhamento da paciente após o procedimento, realizado em julho de 2024 pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Perícia aponta demora em cirurgia de catarata pelo SUS
Durante a cirurgia, uma complicação impediu a colocação da lente intraocular. A mulher foi encaminhada a um especialista em retina e precisaria passar por um novo procedimento para receber a lente.
Embora a perícia judicial tenha considerado adequada a conduta durante a cirurgia, o laudo apontou problemas no acompanhamento posterior e demora para realizar a colocação da lente.
O prazo habitual para esse procedimento varia de duas semanas a seis meses, com média de dois a quatro meses.
Segundo os laudos, a demora e a falta de acompanhamento especializado reduziram as chances de preservar a visão da paciente. Com a evolução do quadro, ela desenvolveu um descolamento de retina e perdeu definitivamente a visão do olho esquerdo.
A perícia, no entanto, não conseguiu confirmar se a colocação antecipada da lente teria evitado a cegueira.
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