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Casas Bahia agrava prejuízo do GPA; auditoria reforça risco de continuidade do negócio

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Mitchel Diniz
•08 de novembro de 2026•7 min de leitura•Fonte Verificada
Casas Bahia agrava prejuízo do GPA; auditoria reforça risco de continuidade do negócio
Foto: Mitchel Diniz

Publicado em 4 de novembro de 2026 às 20h54 .

Priorizar nos meus resultados Google O Grupo Pão de Açúcar (GPA, PCAR3) registrou prejuízo líquido de R$ 731 milhões no terceiro trimestre de 2026 , revertendo o lucro de R$ 134 milhões do mesmo período do ano passado. No acumulado de nove meses, as perdas somam R$ 2,42 bilhões. O resultado veio acompanhado de um alerta da EY, auditoria que revisou o balanço, sobre a continuidade do negócio, mesmo depois de a Justiça ter homologado o plano de recuperação extrajudicial da varejista .

A maior parte do prejuízo veio das operações descontinuadas, que perderam R$ 511 milhões no trimestre. A companhia atribui esse número principalmente a um impacto de R$ 467 milhões ligado a uma provisão, sem detalhar a origem no relatório de resultados.

As notas explicativas mostram de onde veio a perda. O GPA tinha R$ 708 milhões a receber do Grupo Casas Bahia, empresa que já foi sua controlada e da qual se desfez em 2019. O valor se refere ao direito de reembolso de créditos tributários da antiga Globex, obtidos na disputa sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, relativos ao período de 2003 a 2010.

Com o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, em 16 de agosto, esse crédito passou a ser tratado como concursal e ficou sujeito ao plano que a varejista vier a aprovar com os credores. O GPA diz discordar dessa classificação , mas, diante da incerteza sobre quanto e quando vai receber, provisionou o valor integral.

Nas operações continuadas, o prejuízo foi de R$ 220 milhões, contra lucro de R$ 142 milhões um ano antes. A empresa lembra que o terceiro trimestre de 2025 teve o reforço de um crédito tributário de R$ 418 milhões.

No relatório de revisão, a EY incluiu um parágrafo de "incerteza relevante relacionada à continuidade operacional" . A auditoria cita o prejuízo acumulado no ano, o passivo circulante R$ 4,48 bilhões maior que o ativo circulante no consolidado e o patrimônio líquido negativo.

Fonte original: Mitchel DinizVer notícia na íntegra
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